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15 de julho de 2012

Feliz amor pra vida toda

    Mais uma vez aqui. Do início a todos os fins, sempre aqui. Eu e você, nós.  Como já era de costume, mais um aniversário à distância, mas com os corações bem juntinhos. Nosso tempo é outro, já estamos sós. O mundo, agora, é mero detalhe, hoje o dia é nosso. Todo o décimo quinto dia lembrará aquele 15 de janeiro. O primeiro décimo quinto dia da sua vida em que você deixava de ser apenas você para ser um par. Aquele dia em que eu deixava de ser eu para ser mais um. Aquele dia que jamais imaginaríamos, hoje, estar comemorando...
     Daquelas histórias longas e românticas, ora tristes ora engraçadas, somos mais um clichê! Sim, um clichê que só a gente sabe contar. Tudo foi conflituoso, em alguns momentos, para não parecer fácil demais. Doce em cada reencontro para não deixar de regar a sementinha, aquela que plantamos tanto tempo antes sem imaginar que ela teria raízes tão fortes a ponto de sempre nos fazer andar e andar e andar e, por fim... voltar. Não sei quantas vezes eu me perguntei se o nome disso era amor. Busquei encontrar essa resposta em alguns olhares, em alguns sorrisos, em alguns lugares...Arrisquei grandes amigos, corri alguns riscos, entendi a vida, entendi você, entendi tudo. A resposta ? Sim, eu encontrei.
    Erros e acertos em uma história que se fosse perfeita estaria em um conto de fadas e não em um espaço  intangível de memórias. É ela que eu consigo descrever em detalhes sutis cada único momento e, mesmo que eu dispense todas as palavras do dicionário, conseguir fazer com que alguém possa ter noção da dimensão que é esse sentir e essa plenitude seria algo impossível. Talvez eu me renda à palavra dependência, mas não de modo maligno e autodestrutivo, muito menos o de necessidade, e sim o de dependência livre. Sim, sou uma alma livre e completamente dependente...
   Completamente dependente desse sentimento que vicia. Completamente dependente desse ser que faz meu coração livre. Completamente dependente desses mimos, desses carinhos, dessas vontades. Completamente dependente dessas sensações e pulsações. Completamente refém de um amor sem precedentes. Completamente dependente dessa presença constante. Completamente dependente desse modo de pensar. Completamente dependente dessa imensa responsabilidade contida em tão poucos anos, mas que já somam algo mais que eu.
  Completamente dependente desse cheirinho de chocolate em caracóis negros. Completamente dependente dessa lealdade, fidelidade e cumplicidade. Completamente dependente das surpresas de última hora. Completamente dependente das madrugadas em claro. Completamente dependente das histórias que podemos contar. Completamente dependente desses 2.O35 dias de amor paciente. Completamente dependente das músicas no piano. Completamente dependente dessa maturidade e justiça. Completamente dependente das mãos que não me deixam cair e nunca me deixam desistir.
    Completamente dependente das marcas de felicidade espalhadas pela chão. Completamente dependente daquele pedaço de papel rosa com a frase mais linda que eu já li na vida. Completamente dependente daquelas chatices. Completamente dependente daquele rosto, daquele gosto, daquele beijo, daquele riso, daquela pele, daqueles olhos. Completamente dependente da admiração que tenho. Completamente grata ao destino ou seja lá o que for que me fez voltar a estar completamente completa...



"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 
 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, 
 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; 
 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; 
 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; 
porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; 
mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 
 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. 
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor."
(I Corintios 13)

13 de maio de 2012

Mãe = Amor


“Atenção, o mundo está em estado de alerta, a população anda desistindo de seus sonhos sem lutar, porque não suporta as dores e angústias da vida. Precisa-se de perseverança e algo que possa manter viva a esperança no coração dos seres humanos. Falta sensibilidade, para que possamos enxergar no outro o irmão e possamos ajudá-lo com carinho. O mundo está um caos.”
Para sempre ver o mundo com olhos de misericórdia, Deus criou as mães, para que elas pudessem representar, o amor  dEle perante seus filhos. Deu a elas serenidade para tranquilizarem as horas de aflição; sabedoria, para solucionarem os problemas mais difíceis; delicadeza, para que contrapor as grosserias; perseverança, para que os que as cercarem não desistam de lutar pelos seus sonhos.
Mães, seres perfeitos, anjos enviados à Terra para solucionar o caos. Deus deu a elas força, são fortalezas para que nada pudesse abalá-las por mais grave que fosse. Mães, aquelas que nos abraçam quando o mundo nos rejeita; que nos afagam quando a vida machuca; que nos ajudam a retratar os erros que cometemos e que nos amam sob quaisquer circunstâncias, mesmo quando as desprezamos.
Mulheres capazes de nos dar a vida e darem as suas vidas por nós. Nós, seres imperfeitos, incompletos, que acreditamos saber tudo da vida, do mundo e costumamos ignorar os conselhos e cuidados das mães, só para que depois de um tempo, quando tudo não sai conforme planejamos, tenhamos a certeza de que elas têm sempre a razão e  querem sempre o melhor por nós, não porque merecemos, mas porque depois que nascemos, nossas vidas passam a ser as delas.
Parabéns a todas aquelas que sabem fazer do amor algo sublime, superior e imensurável; às rainhas que todos os dias nos ensinam grandes lições de amor e vida. 


6 de maio de 2012

Esses dois...


Eles se conheceram na adolescência, nos tempos de ensino médio. Ele sempre fizera duas séries posteriores à dela. Conheceram-se por intermédio de uma amiga em comum, Jéssica, essa foi a responsável pela união dos dois. Ela o viu primeiro, se encantou pelo menino três anos mais velho. Foram apresentados e ela se apaixonou, de verdade, quando ele disse que tocava piano. Sim, o sonho dela sempre fora ter um piano na sala, por mais que nunca tivesse aprendido a tocar uma nota e, mesmo que ele não a ensinasse, pelo menos teria alguém para admirar aos domingos pela manhã quando as cortinas da sala estivessem abertas e o lustre estivesse desligado.
Meio tímida, ela o convidou para a sua festa de 15 anos, queria que ele a visse nesse dia especial, talvez o primeiro de muitos que ela passaria ao lado dele. Na noite da festa, ele apareceu, ela sorriu, o recebeu e fez questão de ler, antes de guardar o presente, o bilhete que ele escrevera: “Parabéns de um cara que gosta muito de você. Felicidades.”, palavras simples que para ela eram a declaração de amor mais linda de todas. Ele dançou a valsa com ela, sorriam, brincaram e desde aquele dia não se separaram.
Começaram a namorar quinze dias depois do aniversário, não surpreendendo ninguém, pois todos já esperavam por aquilo. Um ano, dois, o fim. Separaram-se jovens demais. Precisavam amadurecer. Ela se apaixonou, ou melhor, tentou buscar alguém que pudesse dar à ela a alegria que ele lhe proporcionava e a plenitude de um sentimento. Ele fez o mesmo, buscava o mesmo sorriso, o mesmo beijo, o mesmo prazer, mas não os teve em uma única pessoa, precisou de várias. Não se satisfizeram.
Voltaram após um ano separados, entretanto, os destino os separou de novo; ele fora trabalhar em outro estado, do qual teve que fazer sua nova moradia. Ela não aguentou esperar, procurou alguém. Machucado e decepcionado, ele fez o mesmo. Se odiaram por alguns meses, ele voltou; ela não resistiu ao seu cheiro, ele não resistiu ao seu beijo. Voltaram.
Depois de alguns meses, brigaram pelo motivo de sempre: ciúmes. Ela, capricorniana, possessiva, tentava se controlar, mas quando não aguentava, jogava na cara dele os atos dos últimos milênios. Ele, virginiano, não aguentava o acúmulo de ciúmes para explodir, mas tinha uma memória ímpar e quando ela vinha com o seu depósito de historinhas, ele trazia as suas e mais um milhão de argumentos plausíveis.
Dois cabeçudos. Ele sempre queria ter razão. Ela também. Terminaram por incompatibilidade de pensamentos. Ela disse que nunca mais queria vê-lo, fê-lo chorar ao telefone, trocou de número, o chamou de maluco, disse que amava outro mesmo que não fosse verdade. Ele se irritava, chorava, gritava, mas sempre terminava as conversas dizendo o quanto a amava.
Passaram mais um tempinho separados, ela escreveu algumas histórias, ele também. Ela entrou na faculdade, ele abriu um negócio; ela estagiava ganhando pouco, ele trabalhava até aos domingos para ter condições de dar um futuro digno à ela e para cumprir a promessa do lustre e do piano no meio da sala, mamãe só casava assim, o amava muito, mas queria o bendito lustre sobre o piano. Papai nunca negou nada, sempre fez todas as vontades dela e deu.
Os dois agora estão ali, em plena manhã de domingo, brigando mais uma vez, não mais por ciúmes; quanto a isso eles já conseguiram se entender, mas porque o papai não abriu as cortinas da sala, tá com as luzes do lustre ligadas e colocou um copo de água gelada em cima do piano. Enquanto ela abre as cortinas, ele fica imitando-a gesticulando com a boca pra me fazer sorrir.
Olha agora, ele levantou, deu um beijo e um abraço nela e pronto, lá está ela com aquele olhar apaixonado mais uma vez, já, já ela senta ao lado dele pra que ele a ensine a tocar alguma coisa, é sempre assim. Eles adoram brigar de vez em quando, mas é sempre de mentirinha. Eles já confessaram: um não consegue viver sem o outro, são felizes assim, então, que sigam...

                                                                        Fonte Imagem: http://eternessencias.blogspot.com

26 de abril de 2012

Marley


       Obrigada pela alegria que me davas todas as manhãs, pelo rabinho que abanavas a cada chegada minha ao portão, pelo teu jeito único de me proteger, pelos beijinhos de focinho sempre que eu me encostava na janela, pelas travessuras, pelas brincadeiras, pelas minhas roupas que rasgastes, pelo banho que eu tomava ao te dar banho, pelo livro de Psicologia da biblioteca da faculdade que você rasgou, pelos sustos que me davas quando, sem querer, te soltavas e ia pra cima das visitas.
        Obrigada pelo denguinho que fazias quando deitavas ao chão, pelas poses engraçadas que fazias quando dormias, as quais me renderam alguns longos risos; pela carinha engraçada em frente ao ventilador, pelas comidas que eu sempre tinha que dividir por não resistir ao olhar “pidão” mais lindo do mundo; por todas as torradas que eu te dei no café da manhã, pelo teu jeitinho único de pedir carinho.
      Obrigada por se esconder quando sabia que tinha feito alguma coisa errada, por ser verdadeiro sempre, por brincar de morder, mas nunca o fazer de verdade; por ter me transformado, por te me amado sem pretender algo em troca e sempre que, por muitas vezes, eu nem fiz por merecer. Obrigada por não ter levado em conta as vezes em que eu passei por ti sem te fazer um carinho e as vezes em que falhei como “mãe”.
      O nome foi escolhido pelo livro e pelo filme porque eu esperava que ficasses ao meu lado por muito tempo, mas, infelizmente, nem sempre tudo sai como planejamos. Só quero te agradecer por todos os momentos de alegria que me destes, por todo o choro que consolaste, por cada demonstração de afeto a teu modo, eu te queria aqui, agora, pra poder te chamar de “pretinho” de novo, mas ainda bem que existem as lembranças, assim eu posso te ter em mim sempre que a saudade vier me procurar.

Te amo, que Deus te abençoe. Descanse em paz.

Marley nasceu no dia 10 de julho de 2010, faleceu hoje (26.04.2012), pela manhã, após uma parada cardíaca e de uma semana sob medicamentos fortes, antibióticos e visitas diárias à clínica veterinária. Foi um cão exemplar, que me fez saber um pouco do que é a doação no amor. Talvez ele tenha passado por mim para me deixar essa e outras grandes lições e me provou que, se quisermos, pode-se transformar o mundo através do amor.

"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo" (O Pequeno Príncipe)

22 de abril de 2012

Sobre a primavera


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fonte imagem: wehearit.com/entry/27197684

Não, não é isso, vem cá, senta aqui. Não me deixa esquecer o gosto que tem o teu beijo. Não me deixa esquecer o quanto é bom te ouvir pela manhã com voz de sono, te ouvir contando as peripécias do dia antes de dormir ou naquela hora inopinada que faz meu coração acelerar só de ouvir você dizer que me ama.
Não deixa que a distância seja o motivo pra que eu esqueça a pressão do teu toque, do calor da tua pele, daquele cheirinho de chocolate dos teus cabelos, da cor e brilho dos teus olhos. Teus olhos, labirintos gigantescos nos quais eu me perco sem reclamar, me perco com gosto sem desespero, com apreço. Apreço de quem vê o reflexo do ser que ama no ser amado ou vice-versa.
Não prende ou corta as minhas asas. Não imagina bobagens. Rega essa semente que plantaste e faz brotar essa árvore de amor que prometeste. Não me rotula, me deixa te amar do meu jeito, independente do nome que quiserem me dar, independente do que eu for, me deixa te amar como eu sei te amar e não como se deve amar a namorada, a noiva, a esposa; me deixa te amar, simplesmente.
Deixa-me morar dentro de ti devagarinho, sem pressa, porque não há de se ter pressa quando tem uma vida inteira pela frente e não há graça maior do que saber que se foi amado por alguém até o fim dos seus dias, portanto, se eu for daqui a pouco, amanhã ou daqui a cem anos, o meu ser verdadeiramente amado foste tu, somente tu.
Não me deixa pensar que queres condicionar minha felicidade à tua, não me faz entender que queres moldar meu sentimento. Eu quero dizer que te amo porque sinto vontade e não porque à primavera convém. Afinal, sempre convém ouvir um ‘eu te amo’ quando se tem certeza de que ele veio do coração naquele exato momento e escapou pela boca ao mesmo instante, sem previsibilidades. Danem-se as estações! Quero te amar nas manhãs de outono e, principalmente, nas noites do inverno mais frio. Quero colher as flores primaveris e te molhar no verão.
Não me larga, mas não me prende demais a ponto de me sufocar, me guarda com carinho dentro de uma caixinha, como uma sementinha, e regue diariamente, cuidadosamente e delicadamente, para que devagar eu floresça. Não deixe que eu enxergue outros sorrisos que me façam esquecer, mais uma vez, de que tu és o que eu encontrei de mais precioso e que tudo o que vem de ti é o que a vida me reservou de melhor. Eu estou e quero continuar aqui, não me deixa partir de novo, porque a cada volta, eu volto menos.
Temos e somos o que muitos queriam, o que todos anseiam. Temos o maior amor do mundo, aquele incondicional, absoluto, infinito e eterno. Somos únicos, insolúveis, inseparáveis, somos um. Temos suspiro, entrelaçar, troca, felicidade. Somos o agora, não mais o depois, já fomos o passado, hoje somos o presente e, imediatamente, o futuro.  Temos e somos. Temos o que somos. Somos o que temos. 

17 de março de 2012

Apologia


Desculpem, tenho de ir, meu amor chegou. Olhem, vejam como ele veio.  Sem flores, pois elas murcham com o tempo e o amor não é assim. Sem chocolates, porque assim como eles podem ser doces, podem ser muito amargos e o amor não é assim, só quem vive esse sentimento de verdade sabe a doçura que ele tem. Sem alianças, porque isso nos tiraria a liberdade e o amor não é assim. Sem bichinhos de pelúcia, pois com o tempo eles ficam empoeirados e o amor, ah, o amor não é assim.
Vejam como ele caminha em minha direção. Sem promessas, porque ninguém conhece os limites que tem e uma decepção partiria o meu coração. Sem falsas esperanças, sem frases feitas, sem mentiras, sem enganos, porque ele sabe o que é sentir, ele tem um coração, ele é humano. Sem falso companheirismo, sem planos, porque o amor resolve as bagunças do tempo e alinha os segundos para o encontro perfeito.
Sim, ele veio a pé, sem cavalo branco, sem carruagem, sem sapatinho de cristal, sem pertencer à nobreza de uma família real, por isso ele demorou a chegar, mas valeu a pena esperar cada segundo de aflição para abrir a cada manhã esses sorrisos e permanecer com eles por todo o dia até a hora de dormir e sonhar. Notem, ele vive sem holofotes virados para si, ele não precisa brilhar para todos, ou para todas, ele brilha apenas pra mim.
Por falar em brilho, sabe o brilho desses olhos miúdos, aqui? Ninguém ofusca mais. Sabe esse coração cheio de amor, aqui? Fizeram-no transbordar. Quem fez? Ele, ora, que trouxe no silêncio as palavras nunca ditas por ninguém. Que trouxe nos braços o abraço mais protetor. Que não copiou frases, expressões ou histórias, apenas escreveu em uma vida vazia a mais linda história de amor, sem mocinhas, sem galãs, sem vilões. Para ele, nada disso interessa, se o mundo lê ou não o que ele fez, para ele importa mesmo é viver. Sinto muito, queridos, fiquem aí, presos no meu passado e não voltem porque o meu futuro é lindo...Adeus!

14 de novembro de 2011

O amor dele...

Era Novembro, eu lembro bem daquele dia, completávamos oito anos de namoro, tudo estava absolutamente perfeito, estávamos voltando para casa numa viagem em um cruzeiro e eu tinha certeza que ali eu seria pedida em casamento. Foi uma semana de jantar à luz de velas, carinhos e declarações de amor, naqueles dias parecia que não existia trabalho, problemas, telefonemas, nada, só eu e ele naquele infinito azul.
Nossa história é engraçada, morávamos na mesma rua há anos, mas nunca fomos um com a cara do outro, nossas famílias eram amigas, mas eu e ele não trocávamos uma palavra sequer. Nos meus aniversários ele sempre estava lá. Na hora da foto, minha mãe sempre dava um jeito de que ele ficasse ao meu lado, conclusão: Eu nunca saia sorrindo e ele nunca saia olhando para a câmera. Nos aniversários dele, a mesma coisa, às vezes eu acredito que as duas tinham um plano.
Estudávamos na mesma escola desde a infância, ele era muito inteligente, sempre foi. Eu, por minha vez, não gostava muito de estudar, achava perda de tempo, afinal, eu seria a herdeira dos negócios de meu pai. Ele era muito tímido, já eu, queria sempre ser o centro das atenções, chamam de egocentrismo, mas eu não entendo dessa forma. Engraçado mesmo era que nós éramos os mais populares da sala, eu por chamar atenção, claro, e ele por sua inteligência que a timidez não apagava.
Por ser completamente o oposto de mim é que eu simplesmente o odiava. Com o tempo, a maturidade foi ofuscando a timidez dele e todas as meninas da escola eram apaixonadas por aquele insuportável. Ele não ficava com qualquer uma, mas não perdia a chance de jogar charme para todas. Só depois fui percebendo que as atitudes dele que me irritavam tanto eram ciúme. O pior dia da minha vida foi aquele em que descobri estar apaixonada por ele.
Eu já estava na faculdade quando, certa vez, no caminho de volta para casa, um temporal me pegou desprevenida, saí correndo tentando salvar meu material até que ele parou o carro e me ofereceu carona. Odiei a audácia, mas tive que aceitar, meu coração pediu. Foi lá que tudo começou, nosso namoro foi quase aplaudido por toda a minha família e a dele também.
Amor, cumplicidade, amizade, companheirismo, confiança... Nosso relacionamento tinha as bases perfeitas, nada nos abalava, nunca ouvi boatos de traição nos oito anos em que passamos juntos, ele era perfeito! Estava no auge de sua carreira, ganhando rios de dinheiro, então eu tive certeza que naquele dia eu seria pedida em casamento.
Ele acordou cedo, preparou o quarto e deixou ao lado da cama uma rosa e um bilhete que dizia: “Meu bem, tem algo que tentei fazer durante toda a viagem, mas não tive coragem, por todas as vezes que arrisquei, você me encheu de tanto carinho que não consegui fazê-lo, me procure assim que acordar, tenho uma surpresa pra você!”
Foi aí que ele me deu todas as pistas que eu queria. Eu sabia que tinha algo além de que uma “quebra de rotina” naquela viagem, ele não largaria o trabalho por uma semana se não fosse algo realmente especial, ele era muito responsável e amava tanto o que fazia, que só abriria mão daquilo por outra coisa que amasse mais: Eu! Era o pedido, era o pedido!
Vesti minha melhor roupa, fiz o cabelo, passei o melhor perfume. O brilho nos meus olhos mostrava a alegria de saber que, dali a alguns instantes, eu com certeza estaria com um anel maravilhoso na mão direita e teria um homem o qual eu chamaria de “MEU noivo”.
Fui à procura dele, mas ele não estava nos lugares em que imaginei, então fui até a recepcionista saber se ele tinha deixado algum recado, e sim, ele havia deixado as chaves da suíte mais cara do navio para que ela me entregasse. Nervosa e feliz, eu fui subindo aquelas escadas sorrindo para todos que passavam.
Cheguei à porta do quarto, arrumei mais alguma coisinha aqui e ali e virei as chaves.  Entrei de olhos fechados, fazendo algumas gracinhas, quando ouvi sua voz dizendo: “Por favor, abra os olhos!”. Ao abrir, me deparei com aquela cena completamente perturbadora. Ele estava lá, sobre a cama coberta de pétalas de rosas, completamente despido, ao lado do meu irmão nu da mesma forma.
Foi então que ele me disse que durante todo o nosso relacionamento ele e meu irmão também haviam se relacionado e que nossa história terminara ali, porque na verdade era o meu irmão o grande amor de sua vida.

fonte imagem: http://precon-preconceitos.blogspot.com

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12 de novembro de 2011

Cerne


Chega! Por favor, para com essa mania de se apaixonar tão rápido, de se perder loucamente e de se aventurar sem ter certeza do que você irá encontrar do outro lado. Ei, você já tem mais de duas décadas, já deveria ter se acostumado com isso e não ter se deixado levar pelas palavras. Eu sei que seu companheirinho lá de cima demora a processar essas coisas, ainda mais quando é tão rápido e sem explicações assim.
Entenda uma coisa: essas promessas não foram ditas pela primeira vez a você, esse discurso já estava pronto, às vezes ele é sujeito à modificações com o tempo, ou só se repetem mesmo. Para de acreditar que aquelas palavras eram sinceras, porque talvez nem fosse aquilo que ele estivesse sentindo. Por favor, eu estou tentando te ajudar. Você há pelo menos cinco anos passa pelas mesmas coisas, e mesmo assim ainda insiste em acreditar que aquele sentimento existiu? Então me explica como ele desapareceu em poucas semanas?
Lembra do início? Então responde: Quais foram as palavras? Mudaram em relação ao último? Viu? Eu te falei! Agora vê se para de ficar nervosinho aqui dentro, para de provocar essa dor que eu já não tô mais agüentando. Eu tento dormir e você não sossega. Tá, não é pra sossegar tanto, sabes bem que eu preciso de você, mas assim não dá! Eu preciso de você bem e feliz, e não me acordando às três da manhã doendo e gritando desesperadamente.
Quantas vezes eu te avisei pra tomar cuidado? Por que foges assim de mim quando eu menos espero? Já disse pra não se acostumar com estranhos e ficar quietinho aqui até ter não ter dúvidas, mas não, vais embora feito um passarinho sem dono e quando te acertam a asa esquerda voltas pra casa, sangrando, ferido e destroçado. Imaginas o quanto me dói te ver assim? Eu me sinto extremamente responsável por você, mas não compreendes que eu só quero o melhor pra você, porque é isso que mereces: O melhor!
Promete pra mim que dessa vez vai ser diferente? Que por mais que as palavras te encham de satisfação não vais acreditar logo que é amor? Mostre que tem medo, pulse devagar, não acelere e não me deixe inquieta, porque eu não sei o que fazer. Quando estás a mais de cem por minuto eu não sei se presto atenção em alguém ou se cuido de ti antes que me mates. É, podes me matar, sabia?
Vamos fazer um acordo. Cuida de mim e me deixa cuidar de ti. Eu te amo porque és meu, então aprende a me amar, porque eu também sou tua. “Eu vou estar aqui pra você, pra sempre”, lembra sempre disso. Nós dependemos um do outro, me deixa te proteger só dessa vez? Quando eu gritar, por favor, me escute. Quando der vontade, por favor, não procure. Quando lembrar, por favor, esqueça. E quando sentir saudade... Não chore.  


Fonte Imagem:http://coisasecriticas.blogspot.com

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28 de outubro de 2011

Amor mendigo

Ando distraída de meus passos,
Tua marcha, agora, é minha alvorada.
Não te culpo,
Posto que minha seja toda a culpa
Por amar-te sem medida e,
Minha vida já não existe distante da tua.

Ando apaixonada, simplesmente.
E de meus versos exala um quarto do amor
Que me sufoca a alma.
Amo-te tanto que,
Deixar-te livre é o mesmo que sofrer,
Entretanto, como prender um beija-flor
Que de minha água doce jamais bebeu?

Tu me destróis em cada gesto,
Mas os faz tão delicados,
Que tua simples passagem já colore o meu dia.
Esperar-te-ia dias, meses, anos,
Toda a minha vida,
Posto que grande e quente como sol é o meu amor
e nunca há de esvaecer.

Amo-te sem esperar de ti um riso,
Um afago, ou uma flor sequer,
nem esperar ser lembrada, se um dia você resolver partir.
És meu laço, meu riso, meu fato.
          Se vivo, é por meu sangue ser teu amor e,
Por ser meu olhar mendigo de teus passos,
De teus gestos, de teus abraços.

                                        Raíssa Bahia

Fonte imagem: jjuh.tumblr.com


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7 de maio de 2011

ANA*


8 de Maio: Dia das Mães

Por ter me amado desde o primeiro instante é o que a faz diferente do mundo para mim, por ter me amado sem me conhecer e ter me dado todo o seu carinho é que eu me fortaleci e hoje estou aqui. Mesmo sem saber qual seria o meu tom de pele, a cor dos meus olhos, o meu temperamento e os meus defeitos, você já fazia de mim a pessoa mais importante de sua vida e ninguém precisou me contar isso, eu senti... Eu senti, quando ainda estava dentro de ti, cada alegria e cada angústia que tiveste, eu ouvi tudo o que te falaram e vivi cada dia daqueles longos meses contigo, senti cada dor no corpo, cada inchaço e cada lágrima derramada, senti também cada riso e a tua alegria a cada chute que eu dava, eu vivi... Sobrevivi graças a você...

Por ter sido o teu sorriso, o primeiro presente que Deus me deu ao abrir os olhos, e o meu choro a resposta desse milagre, é que você é a coisa mais importante do mundo pra mim. Mesmo inexperiente, o teu colo e o teu beijo foram a minha proteção mais segura, o meu abrigo mais aconchegante... Eu tive certeza, que a partir daquele momento eu não seria mais uma pessoa no mundo, eu sabia que não estaria sozinha nunca. Foi assim que nossa história de amor começou, um amor que ninguém ousa explicar ou definir, os outros apenas esperam ter a chance de sentirem do mesmo modo um dia...

Por ter me ensinado a falar corretamente, por ter segurado o lápis em minhas mãos, me ensinado a desenhar, por ter brincado comigo, me levado pra passear, me dado cadernos de caligrafia, me deixado correr de calcinha, me deixado tirar fruta no pé, por ter ido em todas as festinhas da escola, por ter caminhado comigo nos desfiles de 7 de Setembro,  por ter me dado a fantasia de bailarina, por ter tentado fazer "maria chiquinha" nos quatro fios de cabelo que eu tinha, por ter me dado uma educação refinada, digna da nobreza e elogiada por todos...

Por ter me dado as palmadas que eu merecia, por não ter mentido pra mim acerca do mundo, por ter me protegido de tudo enquanto pôde, por ter me dado o mesmo conselho mais de mil vezes, sem desistir, até que um dia eu resolvesse ouvir, por ter me dito (mesmo com dor no coração) alguns "nãos", por ter formado o meu caráter e por ser responsável pela minha integridade ética e moral é que pra mim tu és um espelho...

Por ter me perdoado todas as vezes em que te feri, por ter me dado inúmeras chances de redenção, por proferir doces palavras ao passo que eu te mostrava meu vocabulário mais amargo, por ter arrumado as minhas malas ou checado-as sempre para que eu não esquecesse de nada ao viajar, por ter sempre aquela preocupação de conversar comigo antes de dormir, mesmo que por uns dez ou vinte minutos, só pra deitar com a certeza de que eu estou bem, por todas as vezes em que ao chorar com o coração ferido, deitaste ao meu lado e chorou comigo me fazendo cafuné até eu pegar no sono, por todos os meus pesadelos que te acordaram de madrugada e te fizeram ver o sol nascer, é que eu espero ser ao menos metade de tudo o que tu és...

Por ter me aturado nos dias de temperamento difícil, por ter segurado a minha mão e nunca ter me deixado cair, por sempre me colocar pra cima por mais que a vida não me desse motivos para tal, por ter sorrido quando eu sorri, por ter chorado quando eu chorei, por ter fracassado quando eu fracassei, por ter vencido quando eu venci , por ter dividido tudo o que pôde comigo, para que as minhas costas não ficassem sobrecarregadas, sobrecarregaste as tuas e é por isso que eu nem sei como agradecer por tudo isso...

Por ter me dado um amor maior que o mundo sem esperar nada em troca, por ter chorado de saudade ao telefone, ao me abraçar em despedida ou mesmo ao me ver sair sem estar com bons pressentimentos, é que eu tenho vontade de ir e não demorar a voltar pra receber teu abraço forte e teu beijo como se eu voltasse a ser a tua criança, o ser que apesar de teres preparado para mundo ainda é e sempre será carente da tua proteção, por ter a certeza de que um dia eu terei que caminhar sozinha e partir, mas que ficarás na janela e não importa quanto tempo eu demore pra voltar, tu esperarás lá sem cansar, pra me receber com um sorriso (aquele que eu me encantou ao abrir os olhos pela primeira vez ), um abraço de proteção seguido da sequência de palavras que eu mais gosto de ouvir de ti: "Eu te amo, minha filha."

TE AMO MÃE, Parabéns pelo seu dia. 


* ANA = Mãe ou Início em Azerbaijano

21 de março de 2011

Entre letras, erros e acertos.

    
       O sol estava se pondo, era o sinal de que a noite estava chegando e ela, sentada ao chão frio, com alguns papéis entre os dedos, escrevia. Na rua estabelecia-se um silêncio singelo, uma luz que atravessava a fresta de uma das janelas e que de modo simples e delicado chegava à ela, era o que a guiava entre as linhas de seu esconderijo particular. 
  Nada a incomodava, ninguém estava por perto, ela encontrava-se sozinha entre letras, algumas folhas de papel, uma caneta e alguns raios de luz. No pensamento, as lembranças de tudo o que vivera com ele. Cada momento fora registrado como uma forma de afagar a saudade que ela sentia dentro daquele todo.
    O papel aos poucos se enchera de versos, a vida aos poucos se completara de experiência e o coração aos poucos, nunca tivera certeza do que seria o amor verdadeiro. O coração sempre tão frágil fazia questão de que essa fosse a única certeza que ela não possuísse, e foi, durante muito tempo, a certeza que ela buscou. Nos versos incompletos, lágrimas davam ao papel um novo tom, uma nova forma, mas guardavam um sentimento que nunca fora esquecido, nunca fora ultrapassado ou acabado. Ela o tornou, naquele instante, seu interior e escreveu cada palavra que lhe vinha à mente, desabafou, devaneou e encheu aquela folha de risos, choros, gemidos e sonhos.
      Era saudade que lhe enchia o peito. Era amor que lhe preenchia o coração. Era consolo o que ela buscava ali, pena que ela não conseguisse perceber o porquê daquilo, sempre fora cega demais para enxergar o que a vida lhe oferecia, e por demorar demais perdia. Lembrava da simplicidade das coisas, do acontecer e do despertar de cada movimento involuntário daquele que lhe pulsava peito adentro, das mãos frias que sempre eram aquecidas pelo fervor do sangue em suas veias a cada volta que aqueles braços davam em torno dela, das vontades que sempre eram supridas com amor e por amor.
     Um sorriso. Era apenas isso que ela precisava para que seu dia fosse único e excepcional. Uma palavra, para que seus olhos brilhassem mais que as estrelas no céu. Um verso, para que seu coração pulsasse aceleradamente. Um olhar, para que ela nunca tivesse coragem de partir. Uma voz, para que ela soubesse sempre retornar ao coração que lhe cabia. Duas mãos, para segurarem as suas e nunca a deixarem cair. Dois passos, para caminharem ao lado dos dela no caminho que ela escolhesse seguir.
     Não os tivera. Nem os enleios, nem a folha de papel, que se rasgara justamente na última palavra ou verso que lhe era escrito por estar umedecida de lágrimas. Ela desistiu, amassou tudo o que escrevera e decidiu parar de pensar em tudo aquilo, talvez a falta das lembranças fizessem das mesmas um paraíso esquecido, mas por mais que seu semblante algumas horas depois não apresentassem as marcas daquele choro e da escrita daqueles versos, seu coração, por mais forte que fosse, jamais seria capaz de esquecer a última sequência de palavras escritas e ouvidas : “Eu acredito no nosso amor.”


Agradecimento: Izabella Alves (foto)

6 de fevereiro de 2011

Ah, o amor...

Ele é capaz de mudar uma rotina, transformar pessoas, balançar grandes estruturas e, na maioria das vezes, consegue derrubá-las. Um coração rígido, enferrujado e triste, pode se tornar o mais mole, bobo e frágil do mundo. Quanta vulnerabilidade! O ser humano é capaz de controlar tantas coisas: A hora certa de acordar para trabalho, o número exato de papéis, a data de vencimento das contas, o valor exato dos lucros, a quantia certa para os gastos, a roupa adequada para cada ocasião, senhas de acesso, tantos números, tantas letras, tantas rotinas. 

O ser humano passa a vida toda se preparando para tomar precauções, inventando fórmulas para explicar os fatos. Tudo sempre tão costumeiro, que acaba caindo na monotonia. Mas se todas as coisas estão sob controle, o que acontece com o amor? Como explicar o que é? Como explicar a sensação que ele traz? Será que ele é igual para todos?

Por mais que seja um conceito conhecido por muitos, é uma sensação experimentada por poucos. O amor é aquele elemento capaz de quebrar todas as regras, capaz de mudar algumas pessoas da noite para o dia, capaz de curar, restaurar, salvar. O amor é aquele que faz as mãos tremerem sem parar, o coração pulsar a mais de 100bpm, que nos faz esperar incessantemente, diariamente sem cansar. É aquele que renova o nosso ser a cada abrir e fechar de olhos, a cada sorriso, a cada gesto, a cada olhar. O amor é um sentimento livre, vivido por dois e nunca a dois. É, isso mesmo, cada um vive um amor distinto do outro, cada um vive um amor dentro de si, mesmo que o outro seja o culpado pelo despertar desse sentimento.

Mesmo que tentemos descrever, nunca conseguiremos, as palavras são tão simples e o amor é tão indescritível, tão heterogêneo e tão envolvente que, mesmo que utilizássemos todos os adjetivos bonitos dos maiores e melhores dicionários do mundo, não conseguiríamos descrevê-lo em sua plenitude, por ser o paradoxo mais excitante de se viver. O amor é tão perfeito que sabe bem a hora certa de apenas ser. Ser exatamente tudo aquilo que precisamos, o amor sabe suprir todas as nossas carências e nos dar coisas que nunca imaginaríamos precisar um dia.

Lidar com o amor não é uma tarefa fácil, é difícil entender que, assim como tudo na vida, o amor precisa de tempo exato para acontecer. Algumas vezes o amor precisa amadurecer e esse amadurecimento é que precisa ser a dois. A grande diferença do amor para as atividades cotidianas é que, o tempo dele não está sob o nosso controle. Ele acontece quando quer, onde quer e com quem quer. O amor não nos dá opção de escolha, ele se impõe, e o pior de tudo é que, aceitamos sem reclamar.

A beleza do amor está na capacidade que ele tem de ser livre, e poder se instalar no coração alheio sem pedir licença, sem pudor algum e sem receios. A beleza do amor está na capacidade que ele tem de despertar a insanidade boa que existe em cada um de nós, em despertar a coragem para entender e lutar por algo que queremos, o amor não espera, nem depende de nada, ele tem coragem e força de sobra para conseguir o que deseja, nem é feito de remendos, ele é inteiro, completo. Todavia, apesar de ter o seu tempo, o amor, bem mais que o nosso tempo, é que cura todas as feridas. É um remédio bem mais eficaz, experimente!
             
                          
          

16 de janeiro de 2011

O sabor da vingança - Final

A data do casamento foi marcada. Os preparativos da festa entusiasmavam cada dia mais os noivos. Eles escolheram juntos cada detalhe. Victória estava radiante, Lucas nem se fale.  Os dois não falavam de outra coisa a não ser o tão esperado dia do “sim”. Enquanto isso, Pedro ao saber da data do casamento planejou tudo para que, neste dia, ele pudesse desviar o caminho de Victória até a igreja e a levasse para um lugar bem distante de Lucas, o qual ele pudesse tentar resgatar o amor de Victória, que ele acreditava estar adormecido.

Como tinham uma amiga em comum, Pedro colhia informações acerca de Victória, e conseguiu contato com a companhia responsável por Beto, o motorista que levaria Victória até a igreja no dia do casamento. Pedro ofereceu uma alta recompensa a ele, para que Victória fosse levada ao encontro dele e não de Lucas no dia da cerimônia. Beto aceitou o acordo, com a condição de que metade do pagamento fosse antecipada. Pedro concordou e deu a ele a metade da quantia.

Chegou a véspera da cerimônia. Pedro não dormiu, passou a noite inteira pensando no que diria para Victória e tinha no coração a certeza da reconciliação. Victória, também não dormiu, ansiosa pela hora da cerimônia, passou a noite inteira pensando em Lucas. Relembrou o início do namoro dos dois, das besteiras que falava, das besteiras que ouvia, das brincadeiras. Sorria, pois tinha no coração a certeza de que Lucas era o homem que amava. Lucas dormiu. Estava cansado depois da baita despedida de solteiro que ganhou dos amigos, mas sonhou com Victória, linda e radiante dentro de um vestido de noiva.

O casal Victória e Lucas se falava apenas ao telefone, estavam ansiosos, eufóricos e mais felizes que nunca.  Pedro arquitetava tudo com Beto, era um plano que não poderia ter erros, caso contrário perderia Victória para sempre. Enfim, a hora do casamento se aproximou. Um carro de luxo blindado parou à porta de Victória. Ela entrou. Lucas já estava na igreja, mais lindo do que nunca, porém nervoso com a demora da noiva, mas sempre consolado pela mãe que dizia: “Se a noiva não atrasar, meu filho. Não é um casamento de verdade!”, ele sorria.

Beto estava com a noiva, que já completava uma hora de atraso. Ela estava nervosa, pedia a Beto que corresse, tinha medo de seu noivo desistir, e ele a pedia calma, dizia à ela que um amor de verdade espera o tempo que for necessário e que se Lucas não a esperasse,era porque não era digno de seu amor. Foi então que a noiva indagou: “LUCAS? O nome de meu noivo é Ricardo!”. Beto parou o carro imediatamente. Foi quando percebeu que estava com a noiva errada.

Enquanto isso no altar, o atraso do motorista não foi motivo para não haver casamento, o padrinho de Victória foi buscá-la em seu carro blindado e Victória e Lucas trocaram alianças e confidencias de uma vida inteira. Casaram, e hoje renovam seus votos em Bodas de Ouro. 


Agradecimentos:
Ana Cruz, Carolina Cruz e Victória Oliveira.

15 de janeiro de 2011

O sabor da vingança - Parte IV

      Pouco mais de um ano. Foi esse o tempo que Victória esperou por seu amor. E ele apareceu, ou melhor, reapareceu. Lucas voltou para a vida dela, de uma forma inesperada. Victória sentiu no peito uma explosão de sentimentos que jamais sentira antes, nem por Pedro. Era um misto de amor, carinho, companheirismo, cuidado e atenção. Era uma vontade de estar perto, de abraçar, de beijar, de tocar, de nunca mais ficar longe. Era amor de verdade.

      Ela percebeu que algo entre eles estava diferente. Ela, bem mais segura e madura deu a ele a segurança e certeza que os dois precisavam. Voltaram e se encontraram no momento certo. Victória percebeu com Lucas que sempre se iludiu com relação ao amor, na verdade ela nunca o sentiu de verdade e que esse sentimento era bem mais do que ela pensava. O amor estava ali, na sua frente transpondo empecilhos, palavras e leis.

    Lucas não estabeleceu regras, não criou barreiras, não impôs nada, não proibiu. Deu à ela toda a liberdade que ela precisava e ganhou respeito sem pretensões. Foi natural. Foi verdadeiro. Foi intenso. Victória se deu conta de que amor não era ciúme, era carinho. Amor não era briga, era cumplicidade. Amor não era ameaça, era proteção. Amor não era uma prisão, muito menos um jogo. Amor era a liberdade que fazia do seu coração a presa mais fácil do mundo, mas só para Lucas.

     Victória estava apaixonada, pode-se dizer que, verdadeiramente apaixonada. Pela primeira vez ela não se sentiu ameaçada, ela não sentiu medo, ela foi loucura e lucidez. Victória estava mais uma vez, namorando e por mais que essa palavra a assustasse antes, o sentimento que ela agora carregava no peito a fazia cada dia mais forte, mais mulher, mais viva dentro de si. Lucas a trouxe de volta à vida, resgatou sua essência mais nobre e a fez a mulher mais feliz do mundo.

   Pedro acompanhava de perto a felicidade da ex-namorada, que pela primeira vez, teve coragem de enfrentá-lo por alguém. Ele sabia o que Lucas estava representando na vida de Victória, sabia que precisava fazer alguma coisa para impedir a felicidade dos dois e roubar Victória de uma vez por todas de qualquer ameaça. Mal sabia ele que, Victória já não era sua há muito tempo, e que o coração dela, enfim, havia encontrado a paz que precisava. Ela estava plena, completa e feliz, e Pedro inquieto continuava a arquitetar planos para tê-la de volta.

     Quatro anos de namoro com Lucas, e o coração de Victória ainda palpitava a cada palavra que ele dizia. Os dois se amavam de verdade e isso era inegável, eram cúmplices e pertenciam um ao outro, nada nem ninguém foi capaz de abalar o relacionamento deles. Eles cresceram juntos, vibraram com as conquistas juntos e Victória tinha certeza de que Lucas era o seu verdadeiro amor.

     Lucas era romântico, carinhoso e convidou Victória para ir ao seu apartamento. Um jantar feito por ele. Como era o aniversário de quatro anos de namoro dos dois, ela imaginava que fosse um jantar de comemoração entre ele e ela, só não esperava encontrar seus pais e os dele no apartamento. Ele escolheu o melhor vinho, o melhor prato e fez a noite de Victória ser marcada com um pedido de casamento. Ela chorou de emoção, sorriu de alegria, o beijou como nunca e disse o que seu coração gritava sempre, por qualquer pedido de Lucas: "SIM, eu aceito.".


14 de janeiro de 2011

O sabor da vingança - Parte III

     Assim o fez, terminou o namoro com Pedro e engatou outro em seguida. Fez o possível para não se envolver e quando percebeu que Roberto estava perdidamente apaixonado, terminou com ele. Era prazeroso ouvir as lágrimas de Roberto ao telefone, as súplicas que ele fazia para que ela voltasse e as loucuras que ele era capaz de fazer por ela. Ela ria. Ria por ver o quanto ele estava sendo um brinquedo nas mãos dela.

    Férias da faculdade. Veio então David, que fora a presa mais fácil de Victória. Ele era bonito, chamava a atenção por onde passava, mas era ingênuo. Ela o envolveu e o seduziu, mas só deu o ar de sua graça a ele por um dia. Um dia, foi o tempo suficiente para que ele ficasse perdidamente apaixonado e não parasse de pensar nela. Ela se foi e o deixou, com aquele desejo de tê-la cada vez mais. Ele se foi e nem na lembrança ficou.

     Então apareceu Alex, que por mais diferente que fosse, tinha a mesma essência dos outros. Na verdade, ele nem seria a próxima vítima da diversão de Victória, ela nem o enxergava. Ele se apaixonou por ela sem que ela soubesse e um dia resolveu se declarar. Despertou nela o sentimento de vingança por Pedro, e mais uma vez ela resolveu agir. Victória estava ficando cada vez mais fria e metódica com os sentimentos e com as palavras, ela conhecia todas as armas para laçar o coração de um homem, a palavra certa, o tempo certo e mais uma conquista. Tudo estava virando um jogo para Victória.

     Antes de terminar com Alex, uma traição aconteceu, porém fora dos planos de Victória. Lucas aconteceu na vida dela, ela bem que tentou, mas não conseguiu fazer seu coração não gostar de Lucas. Ele era doce, educado, bonito e a fazia sorrir, a fazia bem e feliz. Fez a vida dela fazer realmente sentido, ela percebeu que Roberto, David e Alex não tinham culpa de nada que Pedro havia feito, então resolveu terminar com Alex e ficar com Lucas.

      Deu certo por alguns meses, mas Victória não sabia como lidar com esse sentimento. Tinha medo de se machucar, tinha medo de sofrer e não estava mais acostumada com o palpitar de seu coração. Tinha insegurança, tinha incertezas e muitas desconfianças e, não era Lucas, o culpado por isso, era ela que tinha a mente povoada com as idéias mais bizarras e a imaginação recheada de pensamentos ruins. Victória perdeu Lucas.

       A perda de Lucas fez com que Victória mudasse. Ela se dispôs a esperar o tempo necessário para se envolver com alguém que amasse de verdade. Ela cresceu, amadureceu e entendeu que relacionamentos vão além de uma atração. Relacionamento é coisa séria, é entrega verdadeira, é mais e está acima de qualquer brincadeira. E ela esperou que acontecesse, não procurou, não forçou nada, apenas esperou com paciência.



5 de janeiro de 2011

Caminhada



Caminhar contigo pois tua alma me oferece abrigo
Caminhar contigo mesmo que o mundo me ofereça perigo
Quero mesmo é estar contigo,
Estar contigo é ver o sol nascer
Estar contigo é não ter nada a perder
Estar contigo é resgatar cada gota de felicidade perdida
Estar contigo é ver sarar no peito cada ferida
Estar contigo é conhecer o amor verdadeiro
Estar contigo é entregar-me por inteiro
Estar contigo é desfrutar dos teus melhores beijos,
As melhores poesias e exalar belos versos,
Te ter ao acordar, ao levantar, ao sonhar,
Te ver a todo instante, num sonho constante,
Viver cada um dos dias ao teu lado,
Te amar, te acalentar, te resgatar e te fazer sonhar
A cada entrelaçar de mãos,
A cada olhar apaixonado,
A cada palavra pronunciada,
É apenas o início da maior e melhor
caminhada que já fiz na vida,
 meu amor, minha vida.


Raíssa Bahia
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