28 de julho de 2011

Desalinho

Fonte da Imagem: http://techtudo.com.br/


Por tanto zelo, a perda.

Por tanto amor, a separação.

Por tanta distância, a morte.

Por tanta tristeza, a sorte.


Diz pra mim que medida tem?

Diz pra mim como ser de menos?

Se ser demais machuca tanto,

Que eu aprenda à tua medida.


Por tanto cuidado, os cacos.

Por tantos conselhos, o medo.

Por tantos segredos, a falsidade.

Por tantos defeitos, a vaidade.


Portanto, me diga quem te amparará no final?

Quando suas linhas desalinharem,

Quem realmente segurará a sua mão?

Olha ao redor e vê quem vai estar sempre contigo!


Por muitos erros, a decepção.

Por tanta lealdade, a traição.

Por tantos risos, as lágrimas.

Por tantos excessos...

O fim.









12 de julho de 2011

Único (a)

     
  Ela vive das lembranças que ele deixou, cada detalhe daqueles anos ficaram guardados em algum lugar, que ela não sabe nem quer saber onde fica, a única coisa que sabe é que ficam escondidas e voltam, de vez em quando, com os gestos mais simples que ela faz, ou nos presentes que ele deu e ela fez questão de reunir dentro de uma simples caixinha de madeira que fica guardada como um tesouro no fundo de uma gaveta... 

       Ela sempre fora sensível demais para sentimentalidades, era como um cristal ou uma rosa, qualquer passo incerto dele, a despedaçava ou a fazia murchar por dentro, ele não entendia isso, achava que ela tinha que aguentar tudo que ele fizesse, dissesse e quisesse, entretanto, ele era, para ela, perfeito em sua imperfeição.

       Ela não queria ligações a todo o instante, mas ao menos uma em algum instante, para que ela soubesse que o pensamento dele em algum momento parou em função dela. Ela não queria todos os minutos do dia dele, mas ao menos um minuto antes de dormir para ouvir a voz dele dizer : "Boa noite, durma bem."

       Ela não queria que ele fosse presente a todo o momento, mas que ao menos ausência fosse menor que a presença. Ela não queria todos os beijos, apenas os melhores que ele podia dar. Ela não queria promessas, apenas respostas. Ela não queria brigas, só um pouco de atenção. Ela não queria controlar, apenas fazer feliz. Ela não queria respirar, apenas beber esse amor.

      Ela não queria a jóia mais cara, um carro importado, muito menos um buquê de flores... O que ela queria era apenas uma rosa, uma margarida ou uma flor qualquer, arrancada do jardim mais simples do mundo, mas com a intenção de amor mais nobre de todas. Ela não queria palavras, versos, ou cartas com frases feitas, ela só queria demonstrações de afeto incondicional.

        Ela não queria muita coisa, a não ser... Ser única, mas não para todo o mundo, e sim a única do mundo para ele, queria ser dele, só dele, pertencer e queria que ele deixasse ser único, apesar de já ter sido para ela o único, entretanto, por mais que ela tentasse ele não deixava que ela o fizesse único, por isso se foi e ela vive das lembranças que ele deixou...

Fonte Imagem: ariadnecavalcante.blogspot.com

5 de julho de 2011

Mais um dia sem você

             Acordei assustado, tive mais um sonho daqueles, resolvi então dar uma volta pela praia, era madrugada e caminhando pela areia eu me pus a lembrar de quantas noites eu passei em claro à espera de um telefonema, um recado, um sinal de sua saudade reclamando a minha presença. Perdi a conta de quantos passos eu deixei marcados na areia chorando a sua ausência, de quantas vezes eu pedi a Deus pra te esquecer e pra que fosse fácil te tirar de dentro de mim.
            Desde que você se foi eu vivo a pedir. Pedir para que eu possa ver teus olhos pela manhã, para que eu possa ser o responsável pela alegria dos teus dias, para ser aquele que olharás com amor e chamarás de “meu”, para que teu carinho seja reservado a mim, para que as tristezas do meu olhar possam ser trocadas por sorrisos, para que tuas mãos voltem a se entrelaçarem nas minhas, para que teu riso seja o reflexo da minha chegada, para que nas noites de frio eu seja o corpo te aquece, para que meu amor possa ser tudo o que você precisa.
          Difícil é saber que nem em teu pensamento me tens por perto, que teus verdadeiros versos de amor não são ditos para mim nem no silêncio do teu olhar. Difícil é ter que acreditar que tuas palavras tão ternas, nunca passaram de falsidades bem apontadas, que acertaram o meu coração, fazendo-o refém de um amor que, talvez, nunca tenha existido.
           Teu desprezo, teu esquecimento, tuas palavras vagas, tua voz que não escuto nem para me dizer que eu sou pior namorado que você já teve, que eu sou o pior erro da tua vida, e que tu não sabes como me amas tanto, mesmo que qualquer uma dessa frases fosse uma grande verdade ou uma mentira de mesma proporção, bom mesmo era o efeito que elas me causavam e a alegria que elas me traziam.
            Eu caminhava ao teu lado, saí um instante em busca de um caminho melhor para nós, e foi nesse instante que te perdi, não sei bem o dia ou hora, mas quando me dei conta já não eras minha, tua impaciência colocou outro em meu lugar, mas meu amor foi tão grande que te dei o tempo necessário para teres certeza de que, por mais que tentasses escapar ou fugir de um destino, voltarias no momento certo e terias certeza de que eras minha, assim como há tempos eu já tinha a certeza de ser teu.
            Apesar das tuas faces imperfeitas, fiz de ti minha perfeição. A felicidade que me davas era bem maior que qualquer “erro” teu, e tuas palavras, por mais falsas que fossem me confortavam de alguma forma e me impulsionavam ao querer-te por toda a vida. Nenhum plano foi traçado sem que o pensamento estivesse em você, nenhum sonho foi vivido sem a tua presença, assim como ninguém entrava em minha vida, pois meu coração sempre esteve à tua espera.
           Eu fui teu amor, teu amante, teu amigo, teu companheiro, teu confidente. Hoje, era o mar que estava a me ouvir, o vento, que me fazia fechar os olhos, me levava até você. Mesmo ouvindo os teus ‘nãos’, eu tentava entender o que era aquilo, que diferente do tempo, não passava, mas se fortalecia em mim. O que é amar esperando na incerteza de ter um dia? O que é amar independente do que todos digam? O que é te esperar por todo o sempre, mesmo que me digam que o melhor mesmo é desistir? O que é esperar que o meu sempre um dia seja o nosso?
           O tempo foi passando, o dia nasceu e eu continuei chorando, o mar que estava em minha frente parecia ter sido feito de lágrimas minhas, acredito mesmo que se eu pudesse unir todas que derramei por ti, eu formaria um oceano delas. Dói. Dói ter que aceitar que eu não fui o escolhido, que sou a pessoa errada, que a cada dia eu tenho menos espaço em tua vida, e que eu já não tenho espaço no teu coração, entretanto, um mínimo gesto teu renova as forças do meu pulsar.
           A tarde veio e eu estava fraco, fraco de tanto chorar, mesmo assim não deixei de te amar, mesmo sabendo que jogas com o meu coração, usa-o como um brinquedo, joga-o no chão, e pisa nele com suas palavras em defesa de seu brinquedo novo. Sinto que tua indecisão te afasta cada vez mais do meu sonho de me ter em ti.
          Quanto ao dia? Se foi. O sol agora vai se pondo e eu continuo à espera de que um dia a tua saudade volte a me procurar...

Foto: Raíssa Bahia (Colares - PA)

10 de junho de 2011

Meu e seu

         Se existe algo que eu lembro perfeitamente, nos mínimos detalhes e, que me faz ter uma sensação inexplicável dentro do peito, foi o dia em que o conheci. Cada traço do seu rosto, a cor dos seus olhos, seu perfume, seu abraço... Cada um dos seus detalhes foi armazenado no disco rígido do meu coração, na parte mais importante da memória. Eu já não tenho tantas palavras para falar de amor, haja vista que é algo tão sublime e tão difícil de explicar que, por vezes, parece bem mais fácil sentir, apenas isso. Nós é que temos  mania de querer explicar tudo, mania de querer definir as coisas, de medir ou testar valores e sentimentos, mas o que importa mesmo é o que nos faz bem e feliz.
         A nossa história vai ser aquela que eu vou ter o prazer de contar para os meus filhos, para os filhos de meus filhos e a quem oportunidade de contar eu tiver, porque para mim, é a história de amor mais bem escrita, vivida e bonita que alguém já fez. Um amor. Uma verdade. Um sentimento, tudo isso vivido a dois e por dois corações distraídos que foram pegos de surpresa, mas que até hoje não se arrependem desse acaso, ou melhor, dessa armação do destino.
        Que a vida é uma caixinha de surpresas todo mundo já sabe, que tudo acontece em um tempo certo e na hora certa, também. Entretanto, a maior verdade é que, na maioria das vezes, não estamos preparados para receber tais “premiações”. Quando eu menos esperei, quando eu achei que não estaria pronta e quando eu tinha certeza de que amor era algo que não existia, ele apareceu; apareceu como um anjo, que me segurou entre as asas e me conduziu aos melhores momentos que já tive na vida.
        Pode parecer cedo para falar em “melhor”, mas fazer o quê, se até hoje é? Dizem por aí que só amamos uma vez na vida, e eu concordo inteiramente. Digo isso porque sei que paixões acontecem a todo o instante, entretanto, amor é uma vez, e só. É fácil apaixonar-se por alguém, para isso basta uma questão de afinidades, de comportamentos, de ensaios, de promessas e frases feitas. É essa a receita de uma paixão. Paixão também se pode ter por um livro, por uma jóia cara, por uma música, por uma profissão, por tudo que é capaz de agradar, e quando desagrada deixa de ser paixão, pode virar ódio e depois termina em ilusão.
       Até que chega o amor, desagradando tudo, sendo o oposto de tudo o que lhe convém; sendo o livro que você detesta ler, a música que você detesta ouvir, e as frases mais inesperadas que te fazem perder o chão, e muitas vezes, te deixa sem respostas. O amor vem tirando o ar, mostrando rebeldia, desobediência, magoando e consertando, sendo errado e sendo certo. Eis a contradição que amamos. É isso que amarra os nossos corações, e é isso que caracteriza o amor. Amar o contrário, amar o errado, amar o imperfeito, amar a dor, amar a sensação de não ter domínio pleno, amar o ser livre.
      Por essas e outras é que valorizamos tanto o amor. Só o amor nos faz diferentes a cada dia, esquecermos qualquer rotina, sermos vários em um, sermos um em vários. Demoramos a entender, mas um dia compreendemos que, só um ser vivente foi capaz de te fazer perder o sono; ter os maiores ataques de ciúmes; foi capaz de te causar as maiores decepções (não que elas tenham sido graves, mas é da natureza humana dramatizar tudo, e se tratando de amor então, todas as figuras ganham força e o deslize por menor que seja, acaba se tornando responsável por um abalo colossal.); só uma pessoa no mundo foi capaz de te distrair; te fez parecer louco quando, ao rir sozinho no meio da rua, percebeu que alguém te olhava com cara de espanto; só um ser na tua vida foi capaz de te fazer esquecer o mundo enquanto estava com ele; te fez ignorar tudo o que os outros diziam; te fez crer em cada palavra que dizia como se tudo fosse artigo de uma lei universal e te fez perdoar grandes mentiras.
         E então eu pergunto: Como depois de tantas artimanhas gostar de uma criatura dessas? O grande desafio do amor é te enlouquecer com essa pergunta, aprender a conviver com ela é que faz com que sejamos felizes e entender que jamais encontraremos a resposta é o que amenizará a inquietação de nosso espírito.
         Como respondê-la? Surge então a desculpa da compensação, na qual todos esses “defeitos” são justificados pelo bem que a pessoa lhe proporciona, mas é fácil desmentir essa teoria com o simples fato de que, se os mesmos atos fossem feitos por outra pessoa não causaria o mesmo efeito e então não nos satisfaria.
          Não adianta! Não há palavra no mundo que descreva o que sentimos nos poros quando somos tocados por quem amamos; o que sentimos no peito quando o coração pulsa acelerado ao ver aquela pessoa; o que sentimos nas veias quando recebemos um abraço, um beijo, um afago; nada explica o que é aquela presença que satisfaz, acalenta, regenera e constrói diariamente bases tão fortes dentro de você; coisa alguma explica a alegria que domina o corpo inteiro; a sensação de estar completo; a visão de perfeição que se forma daquele ser tão imperfeito quanto qualquer mortal; nada explica, nada supre, nada substitui, nada é comparável.
         É por essas e outras que eu o amo. Perto ou longe. Junto ou separado. Para sempre, eu sei, eu tenho certeza, eu sinto. Meu amor é o dele, o dele é o meu e o nosso amor, esse é nosso e de mais ninguém. Fomos nós, que o construímos quando tivemos chance; fomos nós que o regamos diariamente para que ele não murchasse; nós que aparamos as arestas para que ele ficasse mais forte com o tempo; nós que o curamos quando ele se feriu; nós que zelamos por ele dia e noite, noite e dia, para que ele seja, hoje e sempre, perfeito.
Fonte Imagem: canilho.wordpress.com

28 de maio de 2011

Muro de Pedra

     
       Noan era um homem como outro qualquer, a não ser pelo fato de viver sempre rodeado de amigos e de sempre fugir aos esteriótipos impostos pela sociedade. Possuía tudo o que alguém precisava para viver bem e feliz. É claro,  que com alguma dificuldade alí e outra aqui, mas o sorriso em seu rosto era algo que jamais se apagava. Ele era um homem íntegro, simpático, amigo, confidente e atraia olhares e discípulos por sua sabedoria e facilidade incomparável de resolver problemas, por pior que estes fossem, jamais perdiam-se ou escapavam aos conselhos, sempre muito bem posicionados, de Noan. 
       Ele nunca estava só, por mais que às vezes precisasse de um tempo para si, ajudar os amigos em primeira instância era o seu lema. Por tanta preocupação com os outros acabou por  esquecer de si, e  por descuidar-se daquilo que, a aliança das boas amizades e da notória felicidade quase constante carregara consigo, a inveja alheia. Independente das roupas que vestia, do dinheiro que ele possuía e da cor da pele que o revestia, o fato de ser querido e amado por algumas pessoas especiais, fazia dele alvo vulnerável àqueles que, por mais que tentassem atingir metade do carisma de Joaquim, não conseguiam meio por cento dessa totalidade.
        A inveja de algumas pessoas sobre ele era tamanha, que era possível até dividí-las em categorias. O primeiro, era o grupos dos invejosos curiosos, que não conseguiam entender como Noan, sendo um ser completamente fora dos padrões sociais, conseguia apenas com seu carisma e sabedoria atrair os olhares e a amizade de tantas pessoas. Esse grupo dedicava horas de observações e hipóteses para destrinchar o tal enigma.
        O segundo grupo, era constituído pelos invejosos ambiciosos, que não apenas queriam descobrir, mas também possuir o segredo para as inúmeras conquistas de Noan. Vale lembrar que, para esse grupo, o que importava mesmo era copiar a fórmula dele, para que com isso pudessem ter o mesmo sucesso. Talvez, ouvir as mesmas músicas e esperar ter as mesmas sensações, ou ler o mesmo livro esperando obter as mesmas interpretações.
         Por fim, os mais perigosos, os que conseguem ter tudo reunidos em um só; um só corpo; uma só mente; um só coração. São os invejosos de verdade, os que buscavam na inveja a cura para o seu desespero. Não era apenas cobiça, muito menos curiosidade, era uma moléstia compulsiva em destriur. Noan, tinha alguém que queria cessar sua capacidade de sonhar; sua capacidade de amar; sua capacidade de cuidar.O nome dele, nem convém ser citado, para que esta página não fique tão pútrida quanto o caráter deste ser que mente, manipula, cria situações, embaraços e momentos desagradáveis.
          O desejo pelas coisas que Noan possuía era algo que, por mais que estivesse nítido aos olhos do mundo, a vergonha era algo que lhe faltava e o invejoso não media esforços para destruir e construir sua felicidade às custas das frustrações de Noan. Ele era o pior de todos porque não queria possuir os bens de Noan e sim ter o prazer de tirá-los e jogá-los no lixo, para que Noan sofresse pela perda e pelo sentimento de fracasso. O lema dele era: "Eu não quero possuir, nem posso. Mas farei o possível para que ele deixe de possuir, não tenha."
           Por mais que a sabedoria lhe conferisse prazeres, Noan era bem melhor no quesito "prestar ajuda ao outro.", entretanto, quanto o aspecto que exigia solução era de cunho pessoal, a figura atingia formas indiscritíveis e avassaladoras. Era cego para si, cego para enxergar soluções para os seus problemas, defeitos e decepções. Era difícil consolar a si mesmo, e ter que encarar o mundo como se nada de ruim tivesse ocorrido.
            Até que um dia, Noan andando distraído, foi atingido por uma pedra que lhe feriu o braço, por sorte ela não era muito grande, apenas lhe rendeu alguns ferimentos e uma dor forte, que resultou em alguns minutos de choro e uns dias de curativo. O tempo passou e o ferimento cicatrizou. Alguns meses depois, outra pedra o atingiu, dessa vez um pouco maior que a primeira, essa que lhe comprometeu as pernas por alguns meses, porém com a ajuda de alguns amigos, a recuperação conseguiu ter êxito de forma mais rápida que o esperado.
            Ainda abalado com o impacto daa última pedra, Noan voltou a caminhar, entretanto, com medo de ser atingido novamente, andava mais prevenido. Até que, um dia por acaso, descobriu que o lançamento das pedras contra ele era feito pelo invejoso que queria destruí-lo e mesmo que estivesse mais atento e informado, ainda carecia de reflexos e agilidade de defesa para outro eventual ataque.
            Não se resguardou o bastante. Noan foi atingido novamente, dessa vez a pedra era bem maior que todas as outras, a dor foi tamanha, que até seu coração sangrou; e sangrou por meses. A dor não durou alguns minutos, nem horas, durou meses, longos meses, todavia foi esta que fez com que Noan tomasse outro posicionamento em relação ao inimigo invejoso, foi ela que fez com que Noan retirasse a venda que revestia-lhe os olhos.
           Ele esperou o próximo ataque, felizmente, conhecia seu inimigo invejoso a ponto de saber que ele seria baixo, vulgar e fraco o suficiente para mostrar seu desespero em tentar acabar com a felicidade de Noan. Sim, ele estava feliz apesar de tudo, pois sabia que as pedras lançadas jamais lhe atingiriam da mesma forma. Teve paciência, seguiu sua vida, mas não deixou de estar prevenido para qualquer ameaça. Cautela, era a palavra-chave dos dois, de Joaquim e do invejoso. Noan deu indícios falsos de distração, ingenuidade e fragilidade; mostrou tristeza, melancolia, dor e angústia. Tudo o que alimentava a alma daquele verme que insistem em chamar de ser humano .
            Por certo, tudo o que o invejoso precisava para atacar novamente, e o fez. Lançou outra pedra, esta que foi aparada por Noan. Indignado, ele lançou outra, que se encaixou perfeitamente entre os dedos de Noan. Irritadíssimo, lançou outra pedra, que bateu em alguma coisa, e não acertou Noan. Lançou então três, de uma vez, para que pelo menos uma pudesse acabar com ele, mas Noan as conteve em um simples saquinho de pano. Aquilo, não poderia continuar, o invejoso já não fazia mais questão de se esconder, sua insanidade era maior que qualquer pedra.
             Arquitetou o plano perfeito. Encontrou a pedra que destruiria Noan de uma vez por todas, uma de tamanho exorbitante, que o atingiria e não deixaria rastros de sua existência, o esmagaria completamente. No dia planejado, organizou tudo e lançou a pedra, correu ansioso para ver se Noan decerto estaria fora de sua vida, quando foi surpreendido por uma sobra gigante, olhou para o céu e viu que algo cairia sobre ele. Correu, mas a pedra gigante o atingiu de tal forma que ele não cnseguiu escapar. Agonizava, desesperava-se, já não sentia nada. Olhou para cima, e antes do sol escurecer, o invejoso ainda consegiu ver Noan, erguido sob um muro de pedras.

 "Tudo nessa vida é REFLEXO, do passado ou do presente..."

Fonte imagem: Flickr PabloF
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