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23 de agosto de 2012

18Oº

        Tirei uns dias de férias da vida que estava levando. Me dediquei um pouco mais e fui promovida no trabalho. Dispensei um pouco mais de tempo para mostrar o meu sorriso e isso me fez muitíssimo bem. Vi pessoas próximas morrendo e matando, uns pelo tempo, outros por dinheiro. Em um mês, tudo saiu um pouco do lugar, a vida se organizou de uma nova forma que me satisfez, mas eu sempre quero mais. Sempre penso que o bom pode ser ótimo e, que o ótimo pode ser excelente, bem como acredito sempre que posso e devo dar o melhor de mim em tudo o que eu me propuser a exercer.
      Refinei alguns gostos musicais ou vulgarizei-os, como queiram. Despertei prazer em ouvir música clássica e ler poemas ao mesmo tempo... Nunca imaginei o quanto isso era relaxante! Pena que só posso fazê-los em alguns minutos do final de semana, quando o trabalho de conclusão de curso tira uma soneca. As tarefas se acumularam bastante, mas de forma infinitamente prazerosa a ponto de rir muito e alto quando me chamam de louca. 
         Quebrei preconceitos e me desprendi de alguns tabus sociais que por tanto tempo me aterrorizaram. Rompi! Antes eu não entendia porque as horas passavam tão devagar e porque os dias precisam ter tantas horas; hoje, me pergunto o porque tenho tão pouco tempo para viver um dia. Entendi que tenho pouco tempo.
           Aprendi a ver 'praticidade' como palavra de ordem (Complicar tudo pra quê?) e 'prazer' como palavra de vida. Prazer pelo que se faz, como se faz, com quem se faz e pra quem se faz. Acho que aprendi o segredinho do que é viver. Descobri que a felicidade é um estado de espírito e que eu posso, um dia, simplesmente acordar feliz sem motivo algum, ou ter mais de um milhão de motivos para ser feliz todos os dias...

                      
Fonte Imagem: falandosegredos.blogspot.com


15 de julho de 2012

Feliz amor pra vida toda

    Mais uma vez aqui. Do início a todos os fins, sempre aqui. Eu e você, nós.  Como já era de costume, mais um aniversário à distância, mas com os corações bem juntinhos. Nosso tempo é outro, já estamos sós. O mundo, agora, é mero detalhe, hoje o dia é nosso. Todo o décimo quinto dia lembrará aquele 15 de janeiro. O primeiro décimo quinto dia da sua vida em que você deixava de ser apenas você para ser um par. Aquele dia em que eu deixava de ser eu para ser mais um. Aquele dia que jamais imaginaríamos, hoje, estar comemorando...
     Daquelas histórias longas e românticas, ora tristes ora engraçadas, somos mais um clichê! Sim, um clichê que só a gente sabe contar. Tudo foi conflituoso, em alguns momentos, para não parecer fácil demais. Doce em cada reencontro para não deixar de regar a sementinha, aquela que plantamos tanto tempo antes sem imaginar que ela teria raízes tão fortes a ponto de sempre nos fazer andar e andar e andar e, por fim... voltar. Não sei quantas vezes eu me perguntei se o nome disso era amor. Busquei encontrar essa resposta em alguns olhares, em alguns sorrisos, em alguns lugares...Arrisquei grandes amigos, corri alguns riscos, entendi a vida, entendi você, entendi tudo. A resposta ? Sim, eu encontrei.
    Erros e acertos em uma história que se fosse perfeita estaria em um conto de fadas e não em um espaço  intangível de memórias. É ela que eu consigo descrever em detalhes sutis cada único momento e, mesmo que eu dispense todas as palavras do dicionário, conseguir fazer com que alguém possa ter noção da dimensão que é esse sentir e essa plenitude seria algo impossível. Talvez eu me renda à palavra dependência, mas não de modo maligno e autodestrutivo, muito menos o de necessidade, e sim o de dependência livre. Sim, sou uma alma livre e completamente dependente...
   Completamente dependente desse sentimento que vicia. Completamente dependente desse ser que faz meu coração livre. Completamente dependente desses mimos, desses carinhos, dessas vontades. Completamente dependente dessas sensações e pulsações. Completamente refém de um amor sem precedentes. Completamente dependente dessa presença constante. Completamente dependente desse modo de pensar. Completamente dependente dessa imensa responsabilidade contida em tão poucos anos, mas que já somam algo mais que eu.
  Completamente dependente desse cheirinho de chocolate em caracóis negros. Completamente dependente dessa lealdade, fidelidade e cumplicidade. Completamente dependente das surpresas de última hora. Completamente dependente das madrugadas em claro. Completamente dependente das histórias que podemos contar. Completamente dependente desses 2.O35 dias de amor paciente. Completamente dependente das músicas no piano. Completamente dependente dessa maturidade e justiça. Completamente dependente das mãos que não me deixam cair e nunca me deixam desistir.
    Completamente dependente das marcas de felicidade espalhadas pela chão. Completamente dependente daquele pedaço de papel rosa com a frase mais linda que eu já li na vida. Completamente dependente daquelas chatices. Completamente dependente daquele rosto, daquele gosto, daquele beijo, daquele riso, daquela pele, daqueles olhos. Completamente dependente da admiração que tenho. Completamente grata ao destino ou seja lá o que for que me fez voltar a estar completamente completa...



"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 
 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, 
 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; 
 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; 
 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; 
porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; 
mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 
 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. 
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor."
(I Corintios 13)

28 de junho de 2012

Bagunçar a vida


Sempre tem um dia em que a gente resolve tirar todas as coisas do lugar só para, depois, colocá-las em ordem novamente. Acontece o tempo inteiro com os livros que, primeiro tiramos a poeira, colocamos para “respirar”, arrumamos do menor para o maior, depois os que contém o maior número de páginas, depois classificamos gêneros e, por fim, os com que se tem mais afinidade ou os de maior relevância.
Acontece com as roupas, que um dia arrumamos em degradê, em outro pelas mais usuais, no outro pelas marcas e assim por diante. Jeans, nos cabides de ferro, no lado esquerdo, porque na semana passada estavam no direito. Camisetas e shorts na terceira gaveta. Vestidos nos cabides de madeira. Blusas nos cabides de plástico. Uma gaveta de meias. Algumas semanas depois a gente tira tudo do lugar, inverte a ordem novamente e fica tudo certo.
Na vida também é assim, às vezes, precisamos bagunçar tudo que está guardado para ver se aquela pilha de coisas ainda pode ser arrumada de novo, e se não puder, infelizmente ela precisa encontrar outro lugar pra ficar. Um dia, quem sabe, a gente tira para bagunçar as amizades... em um ano quantos chegaram e quantos se foram? Quem voltou? Quem está há muito tempo? Quem passou rapidamente? Quem foi aquele que chegou ontem e já é importante? Quem é aquele que não merece estar entre os seus?
No outro, a gente bagunça a universidade, o trabalho, a família, o amor, só para ver se tudo pode voltar a se encaixar melhor em outro, ou em seu devido lugar. Mas é claro que isso só é possível quando o destino não se encarrega de “bagunçar a casa” por nós; e quando isso acontece, temos que arrumar tudo o mais rápido possível, antes que tudo fique insustentável.
Assim como os livros precisam de ar, nós também precisamos; ficar sozinho, às vezes, é bom; “Faxinar” pensamentos, lembranças indesejáveis, medos, traumas e aflições que insistem em viver hodiernamente, faz um bem tremendo. Às vezes, a gente precisa tomar cuidado, a tendência é sempre virar rotina, e o “costume” é a pior coisa que existe! Bom mesmo é trocar as coisas de lugar, renovar de vez em quando, para que elas permaneçam na sua vida, mas de forma nova, inusitada, diferente do que um dia elas foram.
  
            
Fonte Imagem: http://assimcomoasestacoes.blogspot.com

19 de novembro de 2011

Fogo! - Parte I

           Tinha oito anos, era órfão dos pais, vestia roupas velhas e sujas e sempre estava com fome. Este era Thomas, o menino que reparava carros em frente ao Talatona Hotel, um dos hotéis mais caros e luxuosos de Luanda. O recepcionista do hotel, Henrique, ficava aflito ao ver a situação de Thomas e todas as noites o colocava para dormir dentro do hotel para que a criança pudesse ao menos passar a noite  protegido do frio, instalava-o dentro de um elevador que era desativado durante a noite e reativado as seis da manhã,porém o menino sempre acordava antes e se retirava sem ser notado pelos hóspedes.
            Apesar de ser um “empréstimo”, Thomas via dentro daquele quadrado, o seu lar, não tinha cama, nem banheiro, mas em compensação tinha um espelho belíssimo e um tapete Persa fofo, quente e aconchegante. Lá, Thomas tinha seus melhores sonhos, sonhava que um dia dormiria em um quarto luxuoso, se vestiria como os hóspedes e não precisaria se esconder nas manhãs dentro da imensidão daquele hotel, teria um carro luxuoso e formaria uma família, talvez a aquela que ele nunca tivera.
            Porém, um dia Thomas perdeu a hora de acordar, havia trabalhado muito no dia anterior e o cansaço o fez dormir demais. Já passavam das seis quando Thomas abriu os olhos e tomou um susto que o deixou sem palavras. Um menino, com roupas limpas, cabelo alinhado, de banho tomado e cheirando a lavanda, estava sentado e admirava-o enquanto ele dormia, aparentemente tinha a sua faixa etária.
          Envergonhado, Thomas levantou, pediu desculpas e saiu do elevador, mas foi seguido pelo menino, depois de algum tempo caminhando ele percebeu que o menino o seguia curioso, então ele sentou e os dois puseram-se a conversar, pouco tempo depois eles brincavam juntos, há tempos Thomas não se sentia assim, e nunca havia se divertido tanto, mas a hora do almoço estava por vir e Thomas precisava trabalhar para comprar seu almoço.
         O menino que brincara com Thomas chamava-se Benjamin, filho de Roberto, um empresário influente no ramo automobilístico, e estava com os pais para passar suas férias. Ao voltar para o quarto, Benjamim ficou confuso com o comentário de seu mais novo amigo: “Preciso ir, tenho que trabalhar para almoçar.”, para ele, trabalho era coisa de pessoas adultas, como o seu pai.



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12 de novembro de 2011

Amor de Caixinha

E de repente eu sinto que só o vazio me completa, quem inventou o amor não avisou que ele dói tanto quando acaba. Que difícil ter que me acostumar de repente sem você. Quando decidimos ficar juntos foi uma decisão justa, era um momento nosso, foi por querermos. Agora vais embora, assim de repente e eu tenho que dar meu jeito de me acostumar sem você. Se eu soubesse que seria assim, eu não teria te entregado a minha alma, o meu amor e,principalmente, a minha caixinha.
É, só você sabe o que tinha na minha caixinha, eu te pedi pra cuidar, lembra? Eu não preciso dizer em que estado você me devolveu. Não te ensinaram a ter cuidado com as coisas dos outros? Não se tira do lugar a caixinha de ninguém sem comprometer-se a cuidar dela com todo o zelo como se fosse sua pra sempre, por toda a sua vida.

“hoje, cuidar do teu coração é o mesmo que cuidar do meu
te ver bem é me ver bem
tua felicidade é a minha
te quero bem o quanto eu quero bem a mim
nessa caixinha não tem só um coração... tem dois em um,
e o meu, nas tuas mãos, nunca foi tão bem cuidado...”

Um dia você me disse que me cercou, me prendeu, me acorrentou e me deixou em prisão perpétua, que era o mais feliz e mais completo, me pediu pra sonhar com você, me pediu pra jamais largar a tua mão, disse que quando ferisse curaríamos juntos, disse que eu era teu presente, o maior de todos, o melhor de todos, que nossos corações jamais se separariam.
Limites? Me fizeste acreditar que não teríamos. Eu tive certeza de que nada nos atrapalharia, que o teu amor era maior que o meu, e que ele era todo, inteiro e incondicionalmente meu, planejamos natais e dias comuns, disse que teríamos uma história linda pra contar, que eu era o amor de sua vida, que por mim acordarias às 6h da manhã sem reclamar.
Ouvi você dizer que eu era a segurança que você não tinha, a coragem que você não conseguia, o sentimento que você nunca imaginou ter e isso tudo era pleno, honesto e recíproco. Te ouvi dizer que eu era a rainha dos teus pensamentos, a rainha da tua vida...
E de todas as tuas promessas, espero que ao menos aquela em que te pedi para nunca esquecer o quanto te amava, seja cumprida. Disseste exatamente assim: “Nunca vou esquecer, nem se eu perder a memória, meu amor. És a minha vida.” 

Fonte imagem: http://carolamontoro.blogspot.com


"Quando se entrega a sua caixinha a um ser único no mundo, ela passa a ser dele pra sempre..."

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4 de novembro de 2011

Caminho de terra

       
       Chove, e único som que escuto é abafado pela minha janela fechada, há poucas buzinas e muitas gotas. Gotas de chuva que esfriam a cidade, alagam as ruas, e inundam o meu pensamento de lembranças e nostalgia. Chove, faz frio, mas dentro de mim há fogo. Fogo da vontade de ter, de querer, de ser, de pertencer, de descrever. Há desejo, mais que insaciável de restabelecer o ser, tão abalado com tudo o que aconteceu.

        Dentro do coração há o despertar de um sentimento morto, ou melhor, adormecido. Sim, eu não matei, não quis, não quero, não vou. Assim como os melhores textos que lemos, não saem de nossa mente, os melhores versos que habitam o peito, fluem, às vezes sem querer, ou quando a alma embriagada não consegue mais refrear o que fora guardado.

       Acima de tudo, há a saudade da pele, do cheiro, do toque, do rosto, dos arrepios, dos calafrios, das palavras trocadas em silêncio, sim, em silêncio! Saudade dos olhares extasiados de insanidade, do entrelaçar de dedos, dos carinhos e do que se tinha antes de se ter e reaparecer quando tinha que ser.

     Quando a certeza de ser supriu a vontade de querer e quando o desejo de ter descartou a possibilidade de ser, eis que tudo perdeu o verdadeiro sentido de apenas existir. Quando a questão tornou-se menor que a decisão e a indecisão maior do que qualquer razão, eis que tudo que existia ali passou a ser de todos e não do par perfeito.

      Não há a vontade de percorrer longas estradas, basta seguir aquele caminho de terra coberto de flores e bagunçado pelo vento, mas que traz a alegria de saber que não se está sozinho, que distancia duas similares ao ponto de fazer com que depois das curvas elas se cruzem e sorriam, e que normalmente costuma pulsar dentro dos seres trazendo consigo aquela tal de felicidade...

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26 de setembro de 2011

Relógio Adiantado


O despertador tocou às seis da manhã. Levantou-se com as palmadas da mãe e com a luz do sol na cara depois que as cortinas foram abertas. Permaneceu 15 minutos no banho. A água estava fria demais. Passou a mão no uniforme que estava sobre a poltrona do quarto. Calçou os sapatos. Pegou a mochila. Desceu as escadas. Foi à cozinha. Beijou a mãe. Não tomou o café da manhã. Estava atrasado. Pegou o ônibus pensando nas fórmulas da prova de física ao mesmo tempo em que ia estudando para a prova de Literatura do dia seguinte. Tinha 17 anos, estava estudando para o vestibular. Almejava o curso de Administração de Empresas. O despertador tocou às seis da manhã. Levantou-se rapidamente. Permaneceu 15 minutos no banho. Passou a mão na camiseta que estava sobre a poltrona do quarto. Vestiu uma calça jeans. Calçou os sapatos. Pegou a mochila. Desceu as escadas. Foi à cozinha. Beijou a mãe. Não tomou o café da manhã. Estava atrasado. Pegou o ônibus pensando no seminário que iria apresentar ao mesmo tempo em que estudava algumas pesquisas para o Trabalho de Conclusão de Curso. Tinha 21 anos, estava concluindo o curso de Administração de Empresas. O despertador tocou às seis da manhã. Levantou-se rapidamente. Permaneceu 15 minutos no banho. Passou a mão na gravata que estava sobre a poltrona do quarto. Vestiu o terno escuro. Calçou os sapatos. Desceu as escadas. Foi à cozinha. Beijou a esposa. Não tomou o café da manhã. Estava atrasado. Ligou o carro pensando na reunião ao mesmo tempo em que pensava em seu discurso perante o novo chefe. Tinha 32 anos, estava recém-casado e acabara de ser promovido na empresa em que atuava. O despertador tocou às seis da manhã. Levantou-se rapidamente. Permaneceu 15 minutos no banho. Passou a mão na gravata que estava sobre a poltrona do quarto. Vestiu o terno escuro. Calçou os sapatos. Desceu as escadas. Foi à cozinha. Beijou a esposa e o filho. Não tomou o café da manhã. Estava atrasado. Não podia levar o filho à escola. Ligou o carro pensando na desculpa de iria dar para a ausência na festinha do dia dos pais e na viagem que faria no mesmo dia a negócios. Tinha 40 anos e era vice-presidente de uma das maiores redes de logística do país. O despertador tocou às seis da manhã. Levantou-se rapidamente. Permaneceu 15 minutos no banho. Passou a mão na gravata que estava sobre a poltrona do quarto. Vestiu o terno escuro de linho. Calçou os sapatos. Desceu as escadas. Foi à cozinha. Beijou a esposa e o filho. Não tomou o café da manhã. Estava atrasado. Ligou o carro pensando na demissão da secretária, que esquecera de lhe avisar da reunião com os acionistas da empresa, ao mesmo tempo em que pensava na contratação de duas secretárias. Tinha 43 anos e era presidente de uma das maiores redes de logística do país... Um chamado de urgência. A sirene soou. A ambulância chegou ao local do acidente. A vítima estava morta. O carro foi esmagado após o choque com o caminhão. Segundo a família, a vítima saiu de casa atrasada para o trabalho. Carlos Fernando tinha 43 anos e era presidente de uma das maiores redes de logística do país. Foi morto em um acidente, após o avanço do sinal vermelho. Fim.

28 de julho de 2011

Desalinho

Fonte da Imagem: http://techtudo.com.br/


Por tanto zelo, a perda.

Por tanto amor, a separação.

Por tanta distância, a morte.

Por tanta tristeza, a sorte.


Diz pra mim que medida tem?

Diz pra mim como ser de menos?

Se ser demais machuca tanto,

Que eu aprenda à tua medida.


Por tanto cuidado, os cacos.

Por tantos conselhos, o medo.

Por tantos segredos, a falsidade.

Por tantos defeitos, a vaidade.


Portanto, me diga quem te amparará no final?

Quando suas linhas desalinharem,

Quem realmente segurará a sua mão?

Olha ao redor e vê quem vai estar sempre contigo!


Por muitos erros, a decepção.

Por tanta lealdade, a traição.

Por tantos risos, as lágrimas.

Por tantos excessos...

O fim.









3 de dezembro de 2010

Um dia...

        Ainda é escuro. A calmaria se faz presente naquele lugar, o único ruído que se ouve é o do vento.Um raio de sol vem romper com aquele silêncio e com aquela paisagem tão bucólica e harmônica. No alto das árvores, vozes. Vozes de todos os timbres. Lá de cima despencam sementes, uma a uma, como se fossem aqueles pingos iniciais de uma chuva caindo lentamente...
        O vento d'antes frio, aquece, penetra nos cabelos de uma moça, que muda, pensativa e observadora, aprecia essa atmosfera encantada, mágica e tão natural. Aos poucos surgem passos, alguns leves e tranquilos, outros bem marcados e definidos. Mudam de cor, de corpo, de forma e carregam consigo histórias de cada rastro de terra que os acompanham.
         Risos, conversas, cantorias que surgem de todo lugar, um grupo de salto alto se reúne, riem feito crianças, enquanto isso a moça dos cabelos emaranhados pelo vento lê. Lê o olhar de cada um e tenta decifrar o que há por trás deles, tenta descobrir a alma, o gosto, o todo. Impossível! O choro de um ser alheio lhe chama toda a atenção. Todos os dias aqueles olhos chorosos lhe sorriam, brilhavam como as luzes em noite de natal, e agora estavam ali todos embalsamados em lágrimas.
         Era a resposta de saudade de alguém que se fora, a partida do ser que lhe inspirava. Desesperava, suspirava, soluçava, cansava. Reclinou-se então sob um pedaço simples e velho de madeira e sobre ele derramou seus sonhos despedaçados, sua esperança perdida e clamou com os olhos aflitos por socorro. Precisava de alguém, de um afago, um abraço, um afeto ou uma simples e delicada palavra.
         O ronco dos motores, a melodia de vassouras que riscavam o chão, as falas altas e gargalhadas dos saltos altos emudeceram-se, um olhar foi lançado sobre aquele ser como resposta à sua aflição, um olhar que sorria, era sereno, e apaziguador de almas, capaz de transformar até o mais desacreditado coração, que viram aqueles lábios ainda marcados pelo choro sorrirem, uma palavra de agradecimento foi pronunciada seguida de uma despedida. Algumas horas passaram. A moça dos cabelos emaranhados pelo vento se foi...Todos se foram...Alguns chegaram...Se foram...Outros chegaram...E se foram...
         As estrelas estenderam-se sobre um tapete negro, para mostrar à escuridão que nem ela pode viver sozinha. e então ela vem, a noite se apresenta linda como uma rainha, cheia de diamantes reluzentes, os quais o brilho aparece aqui e desaparece ali, como vestidos nos bailes em valsa.
          Aquele tapete brilhante, cobria e acalentava a moça dos cabelos emaranhados, o ser que chorava pela perda de alguém pela manhã, um casal de namorados perdidos em amor imenso, os saltos altos que gargalhavam todos os dias, os que chegaram, os que se foram... Todos.
          Ainda é escuro. A calmaria se faz presente naquele lugar, o único ruído que se ouve é o do vento.Um raio de sol vem romper com aquele silêncio e com aquela paisagem tão bucólica e harmônica. No alto das árvores, vozes. Vozes de todos os timbres. Lá de cima despencam sementes, uma a uma, como se fossem aqueles pingos iniciais de uma chuva caindo lentamente.
          O vento d'antes frio, aquece, penetra nos cabelos de uma moça que escreve uma história, o ser choroso do dia anterior ainda estava triste, mas sentia-se forte e amadurecido, os saltos altos traziam novas histórias, junto aos rastros de terra que dispensavam em cada passo. Era um novo dia, e cada um teve a oportunidade de fazê-lo diferente, e alguns o fizeram...
           Deus nos dá essa oportunidade a cada nascer do sol, nos dá a chance de aprender com o dia que passou, e nos dá uma nova história a ser vivida a cada dia, portanto, sempre guarde o ontem como lição boa ou ruim, faça bem o agora porque amanhã é sempre um novo dia!
        

6 de novembro de 2010

Para rir um pouco...


Obs:A proposta é humorística, portanto cliquem no link vídeo para assistirem ao vídeo que referencio no texto, infelizmente  ele é um vídeo com direitos autorais e não foi possível fazer download para postar nessa página até essa data. Assistam ao vídeo e sorriam!
        
         
             Quando o assunto é relacionamento e conquista, cada um tem uma opinião formada para dar, uma fórmula infalível para segurar a pessoa amada e um caso parecido para relacionar. É natural que, no campo da sedução tentemos mostrar o que achamos que é perfeito para nós ao outro, nos apresentamos, ou pelo menos na maioria das vezes, tentamos nos apresentar como o parceiro ideal, a melhor companhia e para isso vale tudo, trocas de sorrisos, olhares, carinhos, desejos, o que importa mesmo é a conquista.
             Entretanto, nem sempre conseguimos manter essas “aparências” e nada melhor do que o tempo para mostrar a verdadeira face dos indivíduos. São poucos aqueles que conseguem assumir sua personalidade perante o outro de imediato, ás vezes a personalidade vai se mostrando aos poucos com a intimidade e confiança, em outras ela não aparece nunca, e atualmente, na maioria dos casos, é uma mudança de personalidade tão repentina que acaba destruído qualquer forma de afeição.
              Essa busca pela perfeição da sociedade entra no aspecto de relacionamento como um prato cheio para essas discussões, o vídeo mostrará de forma humorística esse levantamento mostrando um personagem que pede conselhos a um amigo para conquistar uma garota e as formas que ele utiliza para conquistá-la. Será que ele consegue?   Relacionamentos a parte, a intenção agora é rir e fazer rir. É comprovado cientificamente que, sorrir melhora a nossa qualidade de vida, então não perca a chance de sorrir e de gargalhar de vez em quando, não custa nada, evita rugas e ainda faz um bem gigantesco para a alma.
         Sorria, você tem muito mais motivos para ser alegre que ser triste, fuja um pouco da correria da cidade, corra da rotina, admire o céu, busque arco-íris, colha e sinta o aroma das flores, tome banho de chuva, durma sob um céu estrelado, sinta o vento no rosto, ande descalço. Viva intensamente todos os dias de sua vida, faça deles coloridos todos os dias! Essa é a minha dica para toda a vida. Não se preocupe, apenas viva.


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Post para alegrar o fim de semana dos meus amados leitores. Espero que gostem, divirtam-se!

11 de outubro de 2010

Chave de ouro


O sorriso quando é sincero, é a tradução mais perfeita de nossa alegria, é através dele que representamos as coisas boas que acontecem em nossas vidas, aliás, ele aparece quando temos a oportunidade de sermos felizes, não é? Muitas vezes sorrimos sem pensar, por pensar, por lembrar, por achar, o motivo não importa, se nos faz bem, é impossível conter, sorrimos.

Nem sempre estamos dispostos a enxergar o lado bom da vida e sorrir, esquecemos  na maioria das vezes que grandes problemas, dias ruins e vontade de ficar só de vez em quando, todo mundo tem. Lamentar o problema só dá a ele dimensões gigantescas, e se pararmos um pouquinho para pensar, veremos que eles ganham proporções ainda maiores porque não os evitamos quando eles nos dão sinais de que nos farão sofrer, prolongamos situações que sabemos bem onde acabarão, mas por sonhar demais às vezes caímos, e caímos feio, porém ficar remoendo as dificuldades só faz com que elas se potencializem e se enraízem dentro de nossos corações. 

Coração, é inevitável não chegar a esse ponto, quando o assunto é amor aí sim é um campo onde não temos nenhuma resposta, mas temos um milhão e meio de perguntas, sem exageros, nós nunca sabemos ao certo o que sentimos, é sempre difícil descrever o que acontece dentro de nós, e se já é difícil em nós, nos outros então, é irrevogavelmente impossível, somos incapazes de adivinhar o que o outro pensa ou sente, questões como estas são sempre objeto de tortura a nossa imaginação, e acabamos por exigir tanto dela...

A maior verdade é que, quando é o coração que está em jogo a moeda de aposta é a felicidade. Apostamos tudo o que temos, todas as nossas fichas de felicidade ficam postas à mesa, mas como em um jogo de loteria, em que muitos são os jogadores, mas são poucos os que realmente ganham, devemos estar prontos ou ao menos conscientes de que existirão dias em que ganharemos e outros em que perderemos. 

É claro que perder não é bom pra ninguém, mas por trás de cada perda, nesse sentido, você ganha uma lição, uma experiência, e consequentemente amadurece. É difícil pensar nisso quando estamos imersos em melancolia, tristeza e dor, pensar em tirar lição de alguma coisa é uma tarefa bem complicada, mas é sempre bom lembrar que a vida é um dom que Deus deu a cada um de nós, e ela é como uma chave de ouro, portanto, cabe a você cuidar bem de sua chave e não condicionar a sua felicidade a nada, nem ninguém, a não ser você mesmo. 

 A pior solidão é aquela que vive dentro de nós mesmos, é como um abismo do qual não conseguimos sair, acontece quando deixamos com que as pessoas escolham por nós, e se alguém disser que não deixa que ninguém escolha, estará mentindo, pois a partir do momento que algumas pessoas se preocupam mais com o que as pessoas acham ou vão achar de alguma coisa, acabaram de permitir que elas determinem um pouco de sua personalidade, e consequentemente você viverá infeliz em todos os aspectos de sua vida.

O que é pra ser seu será. Não invista suas ambições em pequenos projetos, pense alto, mas sempre com os pés no chão, não acredite em pessoas que fazem as melhores declarações de amor e não estão ao seu lado, não é com você que ela pode sair andando de mãos dadas ou lhe beijar sem medo de ser vista, pense que se elas realmente quisessem, estariam com você. Quem quer faz, quem não quer tem sempre uma extensa lista de desculpas.

Viva bem com os outros e consigo, mas se pergunte sempre se aquilo que você está sendo é o melhor que você pode ser, não para os outros, mas o melhor que pode ser para si. A grande mudança não está no mundo, está dentro de nós, e é cultivada todos os dias, cabe a cada um saber reconhecer  e admitir, por mais difícil que seja na maioria das vezes, que algo está errado, aprenda a dizer sim e a dizer não. 

Parar de perder tempo em situações vãs, e plantar no coração coisas boas, não é um bom começo, é a verdadeira fórmula para a felicidade. Pense naquilo que você tem de bom e se alegre por isso, não permita que a sua vida seja o jardim para que os outros plantem seus sonhos, você vive para fazer com que as possibilidades do seu coração aconteçam, então alimente-o com a melhor parte da vida e seja feliz, isso é o que realmente importa. Fica a dica.

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